“...É uma igreja que não caiu na simpatia do povo”. Essa foi a resposta do Pr. Ariovaldo Ramos numa reunião do COMEJA (Conselho de Ministros Evangélicos e Jacarepaguá e Adjacências), realizada em setembro de 2010, diante da pergunta: “Que Igreja é essa?”.
De fato, a igreja evangélica tem perdido cada vez mais sua credibilidade. Talvez tal infortúnio decorra dos escândalos sucessivos que vêm se mostrando na mída em relação a assuntos como pedofilia e corrupção eclesiástica envolvendo grandes nomes no meio evangélicos. Ou talvez pelo seu envolvimento em escândalos políticos ou até mesmo pela sua própria opnião, tida como radical, acerca de temas que a cada dia surgem como uma quebra de tabús na sociedade tais como homossexualidade e aborto.
Além dos fatos mencionados, consideremos que o motivo de tal antipatia deva-se ao desvio da essência da pregação de Cristo, o amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a tí mesmo. Os textos do livro de atos dos apóstolos da bíblia sagrada nos trazem referências dessa essência. As pessoas reconheciam a integridade de cada líder e confiava a eles suas riquezas, as quais eram repartidas por todos aqueles que pouco ou nada possuíam conforme a necessidade de cada um, de tal forma que dentre eles não havia quem passasse necessidade.
Passaram-se séculos, os textos permaneceram, porém sua efetividade se contradiz. O que ocorre é que muitos ainda permanecem confiando nos líderes evangélicos, e diga-se de passagem há muita gente boa, porém muitos caíram na incoerência, na contradição, e tem feito essa igreja cair na antipatia do povo. Outrora os bens arrecadados transformavam-se em sustento para os mais necessitados, hoje transformam-se em patrimônios privados. Difícil de compreender, como num lugar onde milhares de pessoas passam fome há outras que pregam o amor ao próximo e ainda assim fazem vista grossa diante da calamidade? Possuem grandes fazendas, aviões particulares e tudo isso adquirido com recursos proveniente do bolso das pessoas que lhe confiaram suas riquezas afim de uma justa distribuição. Equipararam-se a um governo corrupto, ou até pior, pois o governo não tem como “profissão” falar de um Deus que é bom, justo e que morreu por todos.
Leandro Lobo.

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